“Podemos esquecer o passado, mas o passado não se esquece de nós.”
Artigo de Paulo Guerra e João Pedro Gaspar, publicado no Público
“É necessário que os vários contextos e seus profissionais estejam capacitados, perante o trauma vivido na infância, para o reconhecer, bem como aos seus efeitos, e dar-lhe resposta.”
Paulo Guerra e João Pedro Gaspar recordam, neste artigo, a frase que dá título à reflexão, presente na obra-prima fílmica de Paul Thomas Anderson, datada de 1999, chamada Magnólia, um filme difícil de resumir.
O seu genuíno tema é o poder da culpa e do arrependimento na vida de pessoas comuns. A corrosão da alma e a necessidade do perdão para algumas personagens é muita.
Naquele pedacinho de céu encontra-se a peça-chave. O indício básico, a grande simbologia metaforizada.
Há, de facto, pecados no nosso passado?
E se as experiências adversas na nossa infância não dependerem da nossa culpa, mas da culpa de terceiros, daqueles que deveriam ter sido nossos guardiões, mas que são, afinal de contas, nossos algozes?
O passado queima.
Paulo Guerra, a propósito da obra “O que se passa na Infância não fica na Infância“, editada pela d’ideias, obra coordenada por Paulo Guerra e João Pedro Gaspar, já no tomo III, reflete sobre o impacto da infância no percurso e no carácter de cada ser humano.




